Dados da Saúde apontam que Sul de MG pode ter até 7 vezes mais mortes por Covid-19

15.05.2020

Segundo dados da SES-MG, região já tem 150 mortes no ano por SRAG não especificada.

O Sul de Minas já registrou pelo menos 150 mortes neste ano por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), conforme dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O número é quase sete vezes maior que o número de mortes pela Covid-19 já confirmadas na região.

Esses números corroboram a tese de que os números da Covid-19 estão sendo subnotificados em Minas Gerais. Um dos motivos pode ser a falta de testes em massa, já que apenas casos graves estão sendo testados para a Covid-19. SRAG, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, é uma doença respiratória que exige internação e é causada por um vírus, seja o novo coronavírus, o influenza ou outro.

No Sul de Minas, de todos os casos de síndromes gripais notificados desde o início do ano, 69,3% foram classificados como SRAG não especificado; 17,5% ainda estão em investigação e 11,9% foram confirmados para a Covid-19. Outros 1,3% dos casos foram confirmados por SRAG por influenza ou por outros vírus.

Apesar disso, conforme a SES-MG, a região tem uma incidência de 26,2 casos a cada grupo de 100 mil habitantes, número abaixo da média estadual, que é de 39,8 casos a cada 100 mil.

Conforme os dados do Estado, Minas Gerais tem 995 mortes registradas em 2020 por Síndrome Respiratória Aguda Grave. No ano passado, neste mesmo período, o número de mortes era de 167, um aumento de 495,8%.

Em todo o Estado, já são 8.089 casos notificados, elevação de 512,8% em relação ao mesmo período de 2019.

Os dados da SES-MG mostram que as vítimas da SRAG no Sul de Minas tinham entre as principais comorbidades:

Doenças cardiovasculares - 35%

Diabetes Mellitus - 23,4%

Asma - 8,6%

Imunodeficiência - 8,3%

Doença Renal - 4,7%

Subnotificação

Nesta semana, um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) apontou que o número de casos confirmados de Covid-19 em MG é pelo menos 16,5 vezes maior do que o oficial.

O índice de subnotificação é identificado a partir da diferença entre o que seria esperado para o início deste ano, se não houvesse a pandemia, e o que foi registrado pelos órgãos de saúde.

Em todo o Estado, conforme a Secretaria de Estado de Saúde, a análise do banco de dados de Minas Gerais revelou que 74,6% dos casos notificados foram classificados como SRAG não especificado e 16,6% encontram-se em investigação. Os casos de Covid-19 somam apenas 6,9%. SRAG por influenza foi 1,3% e por outro vírus/agente foi de 0,5%.

Ou seja, de todos os casos de sintomas gripais notificados pelo sistema de saúde, em 74,6% não foi possível identificar a que vírus ou agentes a doença correspondia.

Foto: Reprodução Internet

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Fonte - Reprodução G1 Sul de Minas

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