Governador de São Paulo diz que vacina chinesa contra Covid-19 pode ser liberada em janeiro de 2021

28.07.2020

Previsão é estudo clínico e a fase de registro da vacina na Anvisa sejam concluídos até o fim do ano

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), declarou que a vacina chinesa contra o coronavírus pode estar disponível para a população em janeiro do ano que vem. A afirmação foi feita em entrevista à Rádio Itatiaia na manhã desta segunda-feira (27). À tarde, questionado sobre a declaração, Doria disse que, com o avanço dos testes, “poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação”, caso não haja nenhuma intercorrência no processo.

Toda vacina precisa passar por etapas importantes de estudo até ser aprovada para uso. Após a fase pré-clinica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos. Os testes precisam comprovar que a vacina é segura, que produz anticorpos e que é capaz de proteger contra o vírus. O Instituto Butantan, de São Paulo, tem um acordo de cooperação com o laboratório chinês Sinovac, que produz a vacina, e é um dos 12 centros que vão coordenar os testes da imunização no Brasil.

"A quantidade necessária para iniciar a imunização da população brasileira, pode ser aplicada já no início de janeiro com o SUS, com aplicação gratuita em toda população. A melhor notícia que poderíamos ter é a vacina", disse o governador em entrevista concedida à Rádio Itatiaia.

Questionado sobre a declaração que deu à rádio, Doria disse que a vacina poderia ser produzida em dezembro e distribuída no SUS logo depois.

“Em relação à vacina, quando falamos isso [da previsão de vacinação até o fim do primeiro semestre de 2021] era o final do mês de maio. Depois disso, as informações foram sucedendo positivamente, aumentando, portanto, a convicção de que já ao final deste ano, não havendo nenhuma intercorrência na terceira fase de testes da Coronavac, vacina que já começou a ser testada desde a semana passada”, disse Doria.

“Nessas circunstâncias, como disse Dimas Covas, nós já poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação, com o SUS, de milhões de brasileiros, não apenas em São Paulo como também em outros estados. São informações positivas advindas da velocidade e dos trâmites que a vacina vem tendo em sua testagem”, completou o governador.

Na última terça (21), quando a primeira voluntária participou dos testes da vacina chinesa, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, que tem parceria com o laboratório Sinovac, que desenvolve a vacina, disse que, se os testes forem bem-sucedidos, a previsão é a de que até o final do ano o estudo clínico e a fase de registro da vacina na Anvisa sejam concluídos.

"Essa expectativa é baseada no cronograma previsto do estudo clínico e da fase de registro na Anvisa. Então, dentro dessa previsão esperamos que até o final desse ano tenhamos esse registro e a partir daí essa vacina seja oferecida ao Brasil em primeiro lugar, ao SUS do Brasil, porque é um programa nacional de imunização e também a outros países", disse Dimas na ocasião.

Secretário de SP prevê vacina ainda em 2020

O novo secretário de saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn disse na última quarta-feira (22) que a vacina chinesa contra o coronavírus pode ser liberada emergencialmente no fim deste ano, caso os testes com os voluntários sejam bem sucedidos. Gorinchteyn assumiu a pasta na terça-feira (21) no lugar de José Henrique Germann.

"Quando vivemos uma situação que nós chamamos pandêmica, que é uma epidemia em todos os continentes do mundo, nós passamos a ter uma necessidade emergencial da disponibilização de vacinas", disse ele.

O secretário citou a alta de casos nos municípios de todo o país. "Nós ainda não controlamos a epidemia em nosso meio. Dessa maneira, ter uma vacina é fundamental. Baseado nisso, se nos próximos 3 meses esse nível de anticorpos for elevado, e mais do que isso, mantiverem-se estabilizados, muito possivelmente os órgãos regulatórios como, por exemplo, a Anvisa, vai liberar de forma emergencial, e dessa forma, o primeiro grupo de pacientes já passaria a receber essa vacina. Talvez em dezembro mesmo ou possivelmente, muito possivelmente, já a partir de janeiro. Todas essas prospecções vão depender desse teste”, afirmou.

A terceira fase de testes no Brasil começou nesta terça (21) no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ao todo, 9 mil profissionais da saúde devem participar dos testes nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, esta é a terceira fase da vacina. Em São Paulo, serão testados 890 profissionais de saúde. Os voluntários serão acompanhados por uma equipe científica durante três meses. Após a aplicação da primeira dose, os voluntários receberão uma segunda dose da vacina 14 dias depois.

Foto: Reprodução

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Fonte - Reprodução G1

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