Carta escrita por Santos Dumont em Poços de Caldas, em 1919, é recuperada pelo MP
10.04.2025
Documento foi doado voluntariamente por uma família por meio da campanha "Boa Fé".Uma carta escrita pelo mineiro Alberto Santos Dumont, conhecido como o pai da aviação, quando ele estava em Poços de Caldas (MG), no outono de 1919 e que estava na posse de particulares voltou para o patrimônio público.
A carta faz parte de um conjunto de 22 documentos documentos históricos que foram recuperados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e entregues ao Arquivo Público Mineiro (APM).
Na carta, datada em 28 de março de 1919, Santos Dumont o agradece a um amigo pelo empenho de ter se ocupado da doação da casa onde ele nasceu na cidade que hoje leva o seu nome. No local, hoje funciona o Museu Cabangu, que reúne a mais completa coleção sobre a obra do aviador e para onde o MPMG sugere que o documento seja encaminhado.
O documento foi doado voluntariamente por uma família por meio da campanha "Boa Fé", uma iniciativa do MPMG para estimular a devolução voluntária de bens culturais que pertençam ao patrimônio público, para que possam retornar aos seus locais de origem.
Santos Dumont em Poços de Caldas
Santos Dumont tinha uma grande ligação com Poços de Caldas. Segundo o pesquisador e historiador Roberto Teresiano, desde o início dos anos 1900, o inventor frequentava a cidade para visitar o tio Marçal Santos, empresário e fazendeiro, casado com uma descendente da família Junqueira, tradicional na cidade.
O historiador acredita que haja outros documentos relacionados à presença de Santos Dumont e outras figuras importantes da história e da cultura do Brasil em Poços de Caldas que possam estar em posse de particulares.
“A gente torce para que outras pessoas que tenham documentos importantes ou que suspeitem que determinado documento é histórico e deva ser preservado, que tome a mesma iniciativa de procurar o Museu Histórico, de procurar o Ministério Público e falar: 'Olha, eu tenho essa carta, eu tenho este documento, e vamos avaliar se é importante fazer parte de um arquivo público para que mais pessoas conheçam e para que a história não se perca”, diz Teresiano.
Foto: Ministério Público de Minas Gerais/Divulgação
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