Empresário de Franca, SP, é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões

09.01.2026

Pelo menos 180 cafeicultores de São Paulo e Minas Gerais foram lesados.

Pelo menos 30 produtores rurais procuraram a polícia para denunciar o empresário Elvis Vilhena Faleiros, de Franca (SP), por sumir com 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos barracões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), da qual ele é presidente.

Segundo a polícia, o número total de vítimas do empresário pode chegar a 180. O prejuízo é de, pelo menos, R$ 132 milhões.

Além de produtores de Ibiraci (MG), onde fica a sede da cooperativa, há cafeicultores de Franca, Cristais Paulista (SP), Claraval (MG) e Cássia (MG).

Faleiros teve a prisão decretada pela Justiça, mas está foragido. Ele e dois diretores da Cocapil tiveram os bens penhorados.

Segundo a reportagem da À EPTV, afiliada da TV Globo, o delegado de Ibiraci, Estevam Ferreira, disse que os relatos das vítimas são bem parecidos. Segundo ele, o inquérito policial deve ser finalizado até esta sexta-feira (9), mas outras pessoas que também foram lesadas pelo empresário ainda podem fazer a denúncia.

A fraude começou a ser descoberta em agosto do ano passado, quando alguns produtores procuraram a cooperativa para a retirada de algumas sacas, mas não tinha o café onde deveria estar armazenado.

Procurado pela reportagem, o advogado Márcio Cunha, que representa Faleiros, disse que o rombo na cooperativa se deu por causa de oscilações financeiras do mercado cafeeeiro e explicou que o empresário deseja ressarcir o prejuízo às vítimas.

Diretores alegam problemas financeiros

Ainda segundo o delegado Estevam Ferreira, a Polícia Civil ouviu dois diretores da Cocapil, que alegaram problemas financeiros na cooperativa para o desvio das sacas dos produtores.

À polícia, eles disseram que a crise se agravou a partir de 2021.

O advogado de Faleiros confirmou a crise na cooperativa e disse que os diretores esperavam recuperar a produção, o que, segundo dele, não ocorreu.

O presidente da cooperativa é o único que teve a prisão decretada até o momento. A defesa disse que já entrou com um pedido de habeas corpus na Justiça, mas ainda não foi julgado por conta do recesso judicial.

Foto: Ilustrativa

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Fonte - g1 Sul de Minas

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