Golpe com uso de inteligência artificial causa prejuízo de R$ 1 milhão a vítima de Varginha

24.04.2026

Criminosos simularam a voz do advogado da vítima, clonaram o celular e realizaram 65 transferências.

Uma moradora de Varginha (MG) perdeu cerca de R$ 1 milhão após ter as contas bancárias invadidas em um golpe que utilizou inteligência artificial para simular a voz do advogado da vítima. O caso chama a atenção das autoridades pela complexidade e pelo uso de recursos tecnológicos avançados.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os criminosos se passaram pelo advogado da mulher e, em vez de solicitar Pix ou pagamento de boletos, pediram dados pessoais e bancários, o que possibilitou a clonagem do celular e o acesso direto às contas financeiras.

Ao todo, foram registradas 65 transações fraudulentas, distribuídas em cinco contas diferentes, o que evidencia o tamanho do prejuízo e a dificuldade de rastrear os valores.

O presidente da 20ª Subseção da OAB em Varginha, Guilherme Maia, afirmou que o golpe foge do padrão mais comum do chamado “falso advogado”. Neste caso, segundo ele, a dinâmica foi diferente e envolveu um prejuízo elevado.

Guilherme Maia fez um alerta direto sobre o compartilhamento de informações sensíveis.

“Esses dados você não envia pra ninguém. Senha bancária, senha de aplicativo, confirmação de número de SMS, nem pro seu advogado e nem pra sua advogada. São informações personalíssimas, são suas”, ressaltou.

Segundo ele, a investigação vai apontar o caminho do dinheiro e como as transações foram realizadas.

De acordo com o presidente da subseção, o uso da inteligência artificial torna os crimes ainda mais difíceis de identificar.

A principal orientação para evitar cair no golpe é confirmar qualquer solicitação diretamente com o advogado por canais já conhecidos e nunca fazer transferências ou fornecer dados sem essa verificação.

“Entre em contato pessoalmente com seu advogado, procure o escritório, não transfira nada. Confirme pessoalmente sempre qualquer coisa e jamais passe dados bancários sensíveis e sigilosos que pertencem só a você”, reforçou Guilherme Maia.

Segundo ele, há registros de falsários simulando até audiências, se passando por juízes e promotores para exigir pagamentos.

A vítima registrou boletim de ocorrência e agora tenta contato com a instituição bancária para entender como as transações foram feitas e verificar a possibilidade de recuperação dos valores.

Foto: Ilustrativa

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Fonte - g1 Sul de Minas

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