Filha é presa meses após confessar morte da mãe em incêndio criminoso em Boa Esperança
10.09.2026
Segundo a Polícia Civil, a mulher confessou ter simulado um acidente após discutir com a mãe.Uma mulher, suspeita de colocar fogo na casa onde a mãe estava, em Boa Esperança (MG), foi presa nesta quarta-feira (9), em Santo Antônio do Amparo (MG). O crime aconteceu em maio deste ano e, inicialmente, era tratado como um possível incêndio acidental.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita de 42 anos foi localizada após meses de investigação e estava sendo procurada desde que deixou a delegacia de Boa Esperança após confessar o crime. Na época, ela não poderia ser presa porque não havia mandado de prisão contra ela e não estava em situação de flagrante.
De acordo com o delegado Alexandre Boaventura, responsável pelo caso, a investigação reuniu provas de que o incêndio havia sido provocado de forma intencional. Após ser confrontada com os elementos obtidos pela polícia, a mulher confessou ter cometido o homicídio contra a mãe.
Com a confissão, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva da investigada. O pedido foi aceito e, a partir de então, os investigadores passaram a tentar localizar a mulher.
Ainda segundo o delegado, a polícia identificou que ela havia passado por cidades como Perdões, Lavras e Bom Sucesso. A equipe que atuava em conjunto com a Delegacia de Boa Esperança conseguiu localizar a suspeita em Santo Antônio do Amparo, onde ela foi presa nesta quarta-feira.
Segundo a investigação, mãe e filha moravam juntas e tinham histórico de conflitos familiares relacionados a questões financeiras. Na manhã do crime, as duas teriam discutido depois que a idosa pediu que a filha deixasse a residência.
Ainda conforme a polícia, durante a discussão, a vítima caiu e ficou desacordada após, aparentemente, bater a cabeça. A suspeita teria colocado fogo no cômodo na tentativa de ocultar o que havia acontecido e simular um acidente.
A mulher foi indiciada por homicídio qualificado. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que vai avaliar o oferecimento de denúncia à Justiça. Com a prisão preventiva, ela passa a responder ao processo presa.
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